Catedral, praça central, vinícola de altitude, cachoeiras e o monumento mais fotografado da BR-116. O que vale a pena conhecer em Vacaria, com distâncias reais a partir do centro.
Muita gente chega a Vacaria de passagem. Para na cidade, dorme, segue viagem no dia seguinte. E acaba não sabendo que tem coisa boa a poucos minutos de onde parou.
Este guia é para essas pessoas — e para quem vai ficar alguns dias e quer aproveitar melhor.
Primeiro, onde você está
Vacaria fica a 971 metros de altitude, nos Campos de Cima da Serra, quase na divisa com Santa Catarina. São 240 km de Porto Alegre, 116 km de Caxias do Sul e 105 km de Lages.
O nome vem do espanhol baqueria de los piñares — a vacaria dos pinhais —, como os jesuítas chamavam estes campos onde criaram o gado que abastecia as reduções. Hoje a cidade é uma das maiores produtoras de maçã do Brasil e uma das mais frias do país.
É também conhecida como Porteira do Rio Grande do Sul, por ser a entrada do estado para quem vem do norte pela BR-116.
No centro, a pé
Catedral Nossa Senhora da Oliveira O cartão-postal da cidade. Arquitetura imponente, ligada à padroeira de Vacaria. Fica a poucos minutos a pé do centro e vale a parada, mesmo que só para olhar de fora.
Praça General Daltro Filho A praça central. Ponto de encontro, sombra e um respiro no meio do dia. É onde a cidade se encontra.
Museu Municipal e Centro Cultural Para entender como a cidade se formou e o papel dos tropeiros na região. Acervo pequeno, mas bem cuidado.
Parque Linear da Ferrovia Caminhada no traçado da antiga ferrovia. Bom para o fim de tarde.
Um pouco mais longe, de carro
Vinícola Campestre — cerca de 15 km Inaugurada em 2019, virou cartão-postal de Vacaria rapidamente. É uma das vinícolas mais bonitas do Rio Grande do Sul, e os vinhos de altitude da região têm característica própria. Vale reservar a visita com antecedência.
Fazenda do Socorro — cerca de 30 km Do século XVIII, era ponto de parada dos tropeiros que vinham de Sorocaba buscar gado em Vacaria. Tem uma capela dedicada a Nossa Senhora do Socorro e está aberta à visitação. Para quem gosta de história, é o passeio mais interessante da região.
Parque das Cachoeiras — cerca de 24 km Quedas d’água, trilhas e estrutura de ecoturismo no 5º Distrito. Bom programa para o verão.
Monumento Cuia e Chaleira / Porteira do Rio Grande — cerca de 40 km Às margens da BR-116, junto à ponte do Rio Pelotas. É um dos pontos mais fotografados da região e simboliza a hospitalidade gaúcha. Se você está entrando ou saindo do estado pela BR, passa por ali de qualquer jeito.
Vale da Ponte do Rio Pelotas — cerca de 40 km Paisagem de cânion na divisa com Santa Catarina. Pouco explorado turisticamente, o que é justamente a graça.
Quando vir
Verão (dezembro a fevereiro) — 15 a 25 °C. Melhor época para as atrações naturais. Janeiro traz muitos argentinos de passagem para o litoral.
Outono (março a maio) — clima ameno, época da colheita da maçã.
Inverno (junho a agosto) — frio de verdade. Geada quase garantida e neve ocasional. É quando a Serra fica mais bonita e a comida quente faz mais sentido.
Primavera (setembro a novembro) — as macieiras em flor. Um dos cenários mais bonitos da região, e quase ninguém fala sobre isso.
Onde ficar
O Plaza Hotel fica no centro, na Rua Júlio de Castilhos, 1560. Da nossa porta dá para ir a pé à catedral, à praça e ao comércio. Quem chega de carro tem garagem coberta inclusa — o que na prática significa deixar o carro parado e resolver a cidade caminhando.
